O desembarque da seleção brasileira em Londres,
sexta-feira à tarde, mostrou que a estréia de
Ronaldinho na seleção "antiestrelismo" do técnico
Dunga é incerta.
Vindo da Espanha para os dois amistosos do Brasil
--contra Argentina (domingo) e País de Gales (na
terça)--, o jogador chegou horas antes do resto do
time e confirmou que continua sentindo as dores
que
o tiraram da estréia do Barcelona no Espanhol, na
última segunda.
"Estou sentindo um pouco de dor, não sei ainda se
vai dar para jogar, tenho que esperar o doutor
[José Luiz Runco] chegar para me ver", declarou o
camisa 10.
O técnico Dunga afirmou desconhecer o estado
físico
do jogador e disse que esperaria pela avaliação
médica. Firme em sua filosofia de que seu time não
tem mais astros privilegiados, o treinador
minimizou uma possível ausência de Ronaldinho.
"Se ele não puder jogar, tudo bem. A seleção tem
22
jogadores, temos outros para colocar em campo",
disse.
À imprensa espanhola, o jogador declarou que
disputa o jogo somente "se estiver 100%".
Edmílson,
seu companheiro de vôo e de time, confirmou que o
jogador ainda sente as dores da pancada que levou
na perna.
Ronaldinho não foi o único a se apresentar sem
ritmo de jogo. O milanista Kaká, que também
estréia
sob o comando de Dunga, está há quase duas semanas
sem jogar. Robinho, por sua vez, tem sido reserva
no Real Madrid e jogou só 20 minutos na estréia do
time no Espanhol.
Dunga, que ainda não tinha tido contato com os
convocados da Europa, disse que ainda vai avaliar
o
estado de cada um. O treinador também indicou que
pretende manter seu time no 4-4-2, usado no 1 a 1
com a Noruega.
"Vou conversar primeiro com os jogadores, para ver
em que condições eles estão. Quero mexer o mínimo
possível na equipe, porque temos que dar uma
seqüência ao trabalho."